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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Os pais tiranos e as crianças de hoje.

 
 
 
Os pais tiranos e as crianças de hoje. Dizem "Não "e mantêm esta atitude sempre que a consideram adequada.
 
 
Revisão científica: Dra. Cláudia Madeira, psicóloga clínica
Revista Mãe Ideal
Educar uma criança é um dever que cumpre aos pais e educadores. Todavia, durante os primeiros anos, a educação da criança depende prioritariamente dos seus progenitores.
Todos os pais querem oferecer a melhor educação aos seus filhos mas, o seu resultado geralmente só se verificará anos mais tarde. E seja qual for o resultado, será difícil invertê-lo pois ele é o produto da educação que os pais ofereceram à criança desde os primeiros dias, acrescentando todas as outras figuras de vinculação que a criança vai recebendo ao longo do seu desenvolvimento.
Discute-se muito hoje em dia sobre as diversas formas e métodos de educar uma criança. Fazem-se fóruns, mesas redondas...
Será que os pais de hoje educam melhor os seus filhos?
Será que a criança deve ditar as suas próprias regras?
Será que os pais de outrora eram autênticos tiranos?
Nem oito nem oitenta
A sociedade muda ao longo dos tempos e é comum ouvir dizer "no meu tempo não era assim". Todos fomos crianças, todos fizemos diabruras e todos ou quase todos nós, apanhámos uma palmada ou mais no decorrer da nossa infância. Uns mais do que outros, menos na nossa geração do que na dos nossos pais... Todos fomos contrariados, todos sofremos algum castigo, ou vários...
Os pais de hoje não têm os comportamentos de outrora e tentam dar uma melhor educação do que a que receberam, ou então, poderá efectivamente acontecer que repliquem esta mesma educação para com os seus filhos. Tentam dar tudo o que não tiveram em crianças e raramente contrariam os filhos. Por vezes, também pode acontecer que mantenham exactamente as mesmas exigências.
Deixam-nos fazer o que querem, quer para não se sujeitarem a uma birra quer para que as crianças não fiquem, futuramente, traumatizadas.
Mesmo que ao primeiro pedido de uma criança, digam NÃO, geralmente perante a sua insistência são incapazes de o manter. Assim, passo a passo, muito paulatinamente as crianças decidem a sua vida e, muitas vezes a dos seus progenitores. Podemos correr o risco de dizer… que permitimos muitas vezes que as crianças cresçam sem regras, ou então… com as suas, e que regras interiorizadas têm as nossas crianças?
Uma bomba relógio
Até há uns anos, as crianças brincavam na rua, andavam de bicicleta, jogavam ao arco, jogavam à bola e ao berlinde, andavam nos carrinhos de esferas e, com tudo isto, diluíam a sua agressividade nas pequenas brigas de rua e no esforço que faziam nas variadas competições.
Hoje em dia, as crianças não têm oportunidade de gastar as suas energias e vão acumulando...Vêem televisão, estão no computador, jogam videojogos... Acumulam energias...
Um dia, têm como reserva uma pequena "bomba relógio" que despoleta há mais pequena oportunidade.
É geralmente nos estabelecimentos de ensino quando abandonam a sua postura de descanso, pois estão habituados a estar durante horas a combater "o mal e o bem" num jogo electrónico, onde não gastaram quaisquer energias, que à primeira contrariedade a bomba explode.
Assim, iniciam a primeira round de agressividade com aqueles mais pequenos e indefesos, que muitas vezes, só com a sua estatura amedrontam.
Um novo jogo - ao vivo - que muitas vezes lhes dá maior prazer que os jogos electrónicos. São jogos a sério, os adversários choram, suplicam e têm atitudes diferentes. Muito diferentes das opções electrónicas. Ao repetir o jogo, este é sempre diferente.
Porquê a violência na escola?
As crianças não andam sozinhas na rua. Vão geralmente de casa para a escola acompanhadas pelos pais ou nas carrinhas do colégio e, nestes percursos, não têm oportunidade de dar largas às suas energias reprimidas.
A escola é o escape! O recreio a oportunidade para darem largas à energia explosiva que acumularam!
No recreio, muitas vezes mal vigiadas, vêem a oportunidade para iniciarem os seus primeiros jogos de risco. Existem sempre crianças mais frágeis e aí começam as suas primeiras experiências na arte de magoar.
E, se antigamente os educadores podiam tomar algumas medidas mais severas, hoje vêem-se coarctados pela legislação em vigor e, pelos pais, que ao contrário de antigamente, delegavam nos educadores, durante o período escolar, a condução da educação dos seus filhos.
Não há maus educadores nem crianças más, há sim, limites que se devem respeitar.
Os pais têm de educar os filhos impondo-lhes limites desde tenra idade - de pequenino se torce o pepino - e devem permitir aos educadores que também os ponham sempre que necessário.
Bulling
Sempre existiu, muito embora sob a capa de simples agressividade infantil. Hoje, devido aos vastos estudos de psicologia, conhecem-se melhor as causas que o provocam e os sintomas das vítimas. As crianças gostam de se evidenciar perante os seus pares e o Bulling é uma oportunidade de o fazerem através da humilhação dos seus pares mais fracos.
Bater para se mostrar o mais forte, humilhar, escravizar, divertir-se à custa de um outro, pode significar para a criança que pratica estas acções que é um ser superior perante os seus parceiros.
Divertir-se à custa de outro que é mais gordinho e apelidá-lo de - o gorducho ou o bolinha - chamar caixa de óculos ou cegueta a uma criança que usa óculos, são formas suaves de bulling, que os pais e educadores não devem permitir para que não se transformem em outras mais violentas.
A maior parte dos adultos de hoje sofreram pressões em crianças da parte dos seus colegas, todavia, na escola e em casa, os educadores desmistificavam este tipo de situações ou não as permitiam e, quando a situação se tornava grave, não era raro que os pais interviessem, falando com as próprias crianças causadoras destas acções ou com os professores. A situação era geralmente resolvida e a criança em causa severamente castigada, não tentando repetir a graça. Hoje, dada a conjuntura presente, os agressores só tardiamente e raramente são castigados.
Nestes casos, a atenção dos pais é importante. Quando uma criança não quer ir para a escola, apresenta alterações no ritmo de sono ou distúrbios alimentares, os pais devem tentar saber se algo está a acontecer. Podem também demonstrar isolamento, baixos níveis de auto estima ou sintomatologia depressiva. Poderão inclusivamente adoptar comportamentos agressivos para com os progenitores. Devem questionar os educadores ou os amiguinhos mais chegados.
Geralmente, as crianças têm sempre amiguinhos que conhecem a situação e é mais fácil que eles a relatem do que o próprio.
Conselhos
- O dizer NÃO ao seu filho vai fazê-lo perceber que há limites.
- Ao manter o NÃO ele entenderá que é você que decide.
- Incentive o seu filho a praticar desporto. Uma modalidade desportiva vai permitir-lhe o gasto de energias e a libertação da agressividade.
- Não permita que o seu filho tenha videojogos de carácter violento.
- Ensine o seu filho a ajudar os mais fracos.

Impor limites não é ser um pai/mãe tirano. Dizer não, não significa tirar colo
O bulling sempre existiu. As crianças de hoje não são diferentes, os modelos educativos é que se alteraram

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