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sábado, 30 de janeiro de 2016

Ecolalia




Pensar em comunicação é pensar em partilhar, dividir, compartilhar, trocar informações. A comunicação é a base para as interações sociais e emocionais entre as pessoas. A capacidade de comunicar é complexa, envolve o desenvolvimento de habilidades verbais e não-verbais e, principalmente, a capacidade em usá-las de maneira adequada no contexto social.

Desenvolver comunicação é mais do que falar. É ser um interlocutor ativo nas diferentes relações sociais e isso quer dizer que a linguagem deve comunicar sobre o que o indivíduo deseja, quer, conhece e sente. Seja através da fala ou através de gestos, expressões faciais, entoações, troca de figuras e etc.

As pessoas típicas aprendem a se comunicar através de um processo de desenvolvimento da intencionalidade, sendo este o uso significativo do comportamento verbal (fala, gestos, ações) para a interação com outras pessoas. Porém, em se tratando da síndrome do autismo, o desenvolvimento da comunicação não costuma acontecer da mesma maneira.

A comunicação das crianças do espectro autístico tem várias particularidades e não segue o mesmo percurso de desenvolvimento observado em crianças típicas. Crianças autistas apresentam dificuldades que variam desde problemas na recepção da informação (linguagem receptiva), dificuldades de expressão ou até mesmo no uso social e funcional do que já adquiriu de linguagem. Um dos sintomas mais comuns dentre as características da linguagem no autismo é a presença da ecolalia.

A ecolalia é comumente definida como a repetição da fala do outro. Este sintoma vem sendo mencionado desde as primeiras descrições do Transtorno do Espectro Autista. Tal comportamento pode ocorrer em pouco tempo ou imediatamente após a fala modelo (ecolalia imediata), ou ainda, após um tempo significativamente maior de sua produção (ecolalia tardia). Desde então, estas têm sido consideradas as duas categorias mais conhecidas de ecolalias identificadas na linguagem de indivíduos autistas. Porém há ainda a situação em que podem ser feitas modificações da emissão ecoada, seja imediata ou tardia, para fins comunicativos (ecolalia mitigada).

Independente da forma como a ecolalia aparece, o que prevalece é a dúvida do quanto tal comportamento pode ser aproveitado para incentivarmos a comunicação.

Tendo em mente que a aprendizagem acontece através da imitação do comportamento do outro, tal habilidade em ecoar é propícia ao desenvolvimento da linguagem, levando em consideração principalmente o fato de que, no desenvolvimento normal, as pessoas passam por um período muito significativo de ecolalia. Porém é necessária muita atenção para que tal comportamento ecóico não se torne patológico. A habilidade de ecoar se torna inabilidade a partir do momento em que o conteúdo da informação está afetado, comprometendo as trocas comunicativas e, consequentemente, dificultando as interações sociais.

Autora: Kamilly Guedes – Equipe de Fonoaudiologia
Fonte: www.projetoamplitude.org









A prática clínica me permite dar algumas dicas que podem ser úteis para o manejo de tal comportamento no dia-a-dia de pessoas ecolálicas:

Deixe claro para a criança qual o momento em que é adequada a repetição: muitas ecolalias acontecem porque nem sempre está claro o momento que a criança deve repetir. Modelos lingüísticos são dados constantemente às pessoas que, após repetir, recebem um reforçamento pela resposta dada. Se você quer que a criança repita, dê o comando: “repete”.

Esteja sempre atento ao que a criança está produzindo verbalmente: sempre que as produções forem espontâneas, dê um reforço diferencial.

Quando a criança repetir uma instrução: sua repetição deve ser ignorada. Porém é necessário que execute a ação sem repetir o que lhe foi dito. Instrua-a novamente e a ajude imediatamente a fazer a ação. É importante ter o entendimento que a ação deve ser executada rapidamente e com o suporte físico para que não haja tempo de repetição.

Quando a criança repetir uma pergunta: deve-se ignorar sua repetição, fazer a pergunta novamente e dar uma dica imediata de resposta.

Quando a criança repetir um comentário: aceite a repetição, mas não a reforce. Tenha sempre a preocupação em usar comentários, elogios e etc diferentes, para enriquecer o vocabulário expressivo da criança.

Quando a repetição for tardia: sempre que possível contextualize, ou seja, dê função para a fala emitida. Porém, caso a emissão não tenha contexto e, principalmente, se persistir, a mesma precisa ser ignorada e deve-se tentar chamar a atenção para o que está sendo feito ou dar instruções, principalmente, que envolvam movimentos com a boca. Ex: “manda beijo”, “mostra a língua” e etc.

Autora: Kamilly Guedes – Equipe de Fonoaudiologia
Fonte: www.projetoamplitude.org









Deve ser difícil para as crianças autistas, quererem comunicar alguma coisa que não conseguem e nós não os conseguirmos entender...
Mas como já disse, a ecolalia já é um bom sinal!
Aqui ficam algumas dicas de como aproveitar a ecolalia, até que esta se torne de facto em comunicação eficaz:

-Ajustar a nossa línguagem ao nível de entendimento da crianças
Evitar falar excessivamente
Conseguir a atenção da criança antes de começar a falar, chamando pelo seu nome e usando o corpo se preciso( segurar pela mão, ou pelo braço)
Falar de coisas com importância, do género, o que faz ou tenta fazer, o que vai fazer,o que fez, acontecimentos familiares à criança
Usar repetições de frases
Componha e decomponha frases, para ajudar a criança. Componha ex: "colocar papel.", "papel no lixo", "colocar papel no lixo" . Decomponha ex: " Pega na colher e come a sopa". " Pega na colher, " " agarra a sopa" e "come a sopa".
Relacinar sempre o que diz a objectos (se possivel) utilizando demonstrações
Se a criança fixer alguma coisa mal. mostre-se desagradado mas com voz serena acompanhada de expressão facial
Use gestos para dar suporte ao que diz
Oiça sempre com atenção
- Responder sempre à interação da criança.
-Ajustar a linguagem ao nível de desenvolvimento da criança.
- Adiar o treino de pronomes pessoais até uma fase em que a criança esteja mais avançada.

A ecolalia, já foi de resto, vista como um comportamento inadequado do autismo, mas hoje em dia, os técnicos consideram uma forma de dar inicio à comunicação.









PRINCÍPIOS GERAIS PARA O TRATAMENTO DA ECOLALIA

1. Ao proporcionar modelos alternativos à ecolalia , ajustar-se ao nível de desenvolvimento da criança;

2. Responda à intenção comunicativa da criança;


3. Adapte o input linguístico ao nível de compreensão linguística da criança;

4. Não se aproveite das habilidades especiais de memória episódica para treinar respostas excessivamente complexas ( ecos, “ camuflados”);

5. Adiar o treinamento de pronomes pessoais e em geral termino dêiticos até fases mais avançadas do programa;

6. Generalizar os objetivos alcançados em uma variedade de referentes , contextos e pessoas diferentes e fomentar a espontaneidade e o uso criativo de estruturas sintáticas;

7. Colocar o tratamento da ecolalia dentro do seu programa geral de tratamento da linguagem e comunicação.

PRINCÍPIOS GERAIS PARA O TRATAMENTO DA ECOLALIA

1. Ao proporcionar modelos alternativos à ecolalia , ao ajustar-se ao nível de desenvolvimento da criança.

Os modelos devem estar ajustados ao nível de competência lingüística da criança; deste modo proporcionaremos uma emissão alternativa ao eco simplificada de maneira que a criança possa estabelecer as correspondências semântica-formais pertinentes ao modelo para um posterior uso flexível e criativo.

Suponha que uma criança ecolálica se situa diante de um adulto e sinalizando um pote de biscoito da cozinha lhe diz : Você quer um biscoito?. E o adulto imediatamente lhe deve dar um modelo verbal que possa ir desde “ biscoito”,”me dá biscoito” , “quero biscoito”... a níveis de complexidades superiores, em função do nível atual do sujeito.

Esta adaptação dos modelos requerem ter um conhecimento muito detalhado do nível real de habilidades lingüísticas da criança ( vocabulário, capacidades de categorização, habilidades morfossintáticas, etc).

Os modelos alternativos aos ecos devem dar-se isolados, com limites claros, sem verbalizações previas ou posteriores ao modelo. Deve ficar muito claro qual é o estimulo discriminativo. Não consideramos adequado o uso da contra- imitação ou repetição do eco da criança por parte do adulto. Em geral é adequado evitar perguntas Sim/Não de confirmação( p. exemplo:”Você que bombons?”, “ Não sabe?” etc) ou explicações de adiar o pedido( “depois eu te dou”).

A criança ecolalica geralmente tem dificuldades para iniciar interações e pode recorrer a provocar determinados diálogos rotina rios com o adulto que foram efetivos para a realização de um determinado objetivo, inclusive a vezes pode encontrar reforço na rotina de estas “correntes” de eco- modelo em base a seu interesse pelo perseverativos.

2. Responda à intenção comunicativa da criança.

Depois de que a criança está repetindo o padrão do adulto ( e é necessário que repita o modelo simplificado) o adulto garante o cumprimento do propósito da emissão; o exemplo dado se daria o biscoito pedido. De este modo a criança se dá conta do impacto de sua emissão.

De cara a evitar a formação de correntes de eco- modelo ou outras palavras para “desintoxicar” o modelo dado de eco precedente pode ser recomendável repetir um ou mais ensaios, da situação previa, instigando de maneira não verbal à repetição do modelo( no exemplo apresentaríamos outro pedaço de biscoito e esperaríamos ).

No exemplo dado da interpretação da intenção da criança era facilmente dedutível a partir do contudo do eco e do contexto em que se produziu ; em outros casos a interpretação requer a realização de uma analise funcional das condições antecedentes e conseqüentes ao mesmo e das funções pragmáticas subjacentes mediante a observação direta dos ecos no contexto em que se produzem, atendendo variáveis extralingüísticas com gestos , olhadas, orientação do corpo, objetos , pessoas e eventos da situação.

3. Adapte o input lingüístico ao nível de compreensão lingüística da criança.( Prinzant 1983b). As crianças ecolálicas precisão de um input simplificado para identificar os elementos constituintes da fala , isolar as relações semântico- formal, adquirir competência lingüística e abandonar sua dependência episódica.

Schuler e Prizant (1985), apresentaram uma serie de slogans gerais para a simplificação do input lingüístico.

Paralelamente à simplificação da fala podemos treinar a criança a dizer “ não sei” ou “ não entendo” quando não compreendeu a emissão previa ( Schreibman e Carr, 1978).

O silencio e as interações não verbais são ferramentas muito adequadas em mãos do adulto se pretende evitar “hiperbombardear” a criança com verbalizações inecessárias.

Pautas gerais para a simplificação do "input lingüístico"
(Prizant e Schuler, 1987)

1.Ajuste a complexidade da linguagem ao nível da criança.
a. Estrutura lingüística ( como falar)
b. Conteúdo da linguagem ( de que falar).

2. Evite falar excessivamente- fale com emissões claramente articuladas.

3.Consiga a atenção da criança antes de começar a falar.
a.Chame pelo seu nome.
b.Use instigação física se é necessário.

4.Fale de tópicos relevantes :
a. O que faz ou tenta fazer.
b. O que vai fazer
c. O que fez.
d.Acontecimentos familiares da criança.

5.Use repetições , redundâncias e paráfrases .

6.”Componha” e descomponha estruturas para ajudar a criança a aprender acerca da estrutura da linguagem.
a. Composição: “ Colocar papel. Papel no lixo. Colocar papel no lixo”.
b. Decomposição: “ Pega a colher e come o purê “ . “Pega a colher, colher( com indicação), pega purê , come purê”.

7. Se é possível relacione as emissões com objetos , aços e eventos do contexto mediante o uso de gestos , tocar e demonstração de ações .

8.Se é possível relacione a ecolalia com aspectos do entorno, simplificando-a e com demonstrações.

9 .Segmente claramente suas emissões usando o acento entonação e pausa.

10.Se a criança faz algo inadequado indique seu desacordo com uma voz baixa acompanhada de expressão facial. Não crie um espetáculo com volume, tom e expressão facial exageradas.

11.Se é necessário use gestos para dar um suporte a fala.

12. Faça que a criança saiba que você é um receptor motivado atendendo suas iniciativas comunicativas.

13 .Se uma criança não pode comunicar-se mediante fala ou sinais peça que mostre ou sinalize e proporcione as palavras correspondentes.

14.Se um pedido não pode ser satisfeito, responda simples e consistentemente ( p. exemplo: (“ Não tenho mais chocolate”).

15.Use a linguagem para ajudar a criança a antecipar eventos futuros, especialmente mudanças inesperadas de rotinas.

Nota: Estas pautas gerais são aplicáveis a fala, linguagem de sinais ou comunicação total.

4. Não se aproveite das habilidades especiais de memória episódica para treinar respostas excessivamente complexas( ecos camuflados).

Dada a habilidade das crianças ecolálicas para recuperar frases memorizadas sem nenhum tipo de analise das mesmas em base a sua memória a longo prazo caímos no perigo de treinar topografias de resposta aparentemente adequadas , muito desligadas da competência real da criança ( ecos” camuflados”) e aplicar para eles critérios de aquisição para continuar “ ascendendo” no programa de linguagem.

Os modelos que proporcionam a criança ecolálica para que se repita devem se preferivelmente completos ( modelo total verbal); devemos fazer um uso cuidadoso dos modelos verbais parciais p. exemplo”Que é isso”?... Ca... (carro)- como forma de facilitar a recuperação da palavra , já que parece não facilitar os processos de recuperação semântica.

As crianças ecolálicas associam de forma mecânica os modelos parciais e a palavra completa. No exemplo dado a criança contestaria dizendo”carro” a pergunta “ Que faz”? ...ca... ( caminha).

O exemplo excessivamente complexo e a sobreutilização de ajudas verbais parciais resultam reforço para as pessoas que rodeiam a criança ecolálica devido a que resultam muito efetivas para que a criança “fale” , se por falar entendemos acabar mecanicamente todas as frases que se indicam , sem qualquer sinal de compreensão.

5. Adiar o treinamento de pronomes pessoais e em geral termino dêiticos até fases mais avançadas do programa.

A aprendizagem dos denominados términos dêiticos ( pronomes pessoais , demonstrativos, tempos verbais, etc) constituem uma tarefa muito dificultosa para as crianças autistas, devido às mudanças dos referentes.

Em aberta contradição com o anteriormente dito alguns destes términos se treinam ou todavia pior se exigem de forma implica, isto é, sem formação previa, nas primeiras fases de muitos programas de ensino da linguagem, inclusive supostamente dirigidos a crianças de estes grupos.

Este seria o caso dos verbos reflexivos. Exigimos a criança a resposta p. exemplo.” Se seca” em resposta a pergunta” Que faz”? para o rotulado da ação de um companheiro: “ “me seco” em resposta à mesma pergunta sendo a própria criança o ator da ação e usamos “ te seca” quando é o terapeuta quem ordena a essa ação.

Idêntico fenômeno acontece com o contraste entre a primeira , segunda e terceira pessoa do singular do presente do indicativo; e o contraste entre o uso de “relações + gerúndio”( p. Exe. “ está comendo”) e o presente do indicativo( “ come” ).

Se a dificuldade derivada de esta continua mudança de referentes le agregamos o fato de que aparecem em sua maioria acompanhados de verbos podemos concluir que o uso de esses terminos supoe um incremento muito significativo de nivel de dificuldade na aprendizagem dos verbos.

6. Generalizar os objetivos alcançados em uma variedade de referentes , contextos e pessoas diferentes e fomentar a espontaneidade e o uso criativo de estruturas sintáticas.

Dada a sobredependencia das crianças ecolálicas da memoria episodica caimos no perigo de treinar condutas verbais aparentemente adequadas em base a claves visuais ou auditivas muito sutis, nao tao aparentes, mas que continuam sendo respostas mecanicas.

É necessário portanto, no marco de um modelo de tratamento da comunicação assegurar a criação dos objetivos a referentes, pessoas e situações diferentes (Gortázar e Tamarit, 1989).

7.Colocar o tratamento da ecolalia dentro do seu programa geral de tratamento da linguagem e comunicação.

Na hora de planear o treinamento de estruturas sintáticas em sujeitos ecolálicos devemos partir de seus níveis atuais de produção espontânea e criativa. Por exemplo, se a criança usa na sua linguagem espontânea verbos isolados( p, exem. “ come”, “ abre”) para o rotulado de ações , nos planejaremos como objetivo de treino p. exem. estruturas do tipoVerbo+C.D. (“come batatas”, etc) a margem de que a criança produza ecos de 4 ou 5 elementos.

Nos asseguraremos previamente que a criança conheça um dos referentes , dos elementos da frase a treinar ( assim evitaremos criar “ ecos camuflados” ) e iremos construindo analiticamente elo por elo frases cada vez mais complexas.

Uma vez decidido qual vai ser o objetivo e selecionado os exemplos concretos a treinar a seguinte questão a levantar é, que técnica de treinamento sintático pode ser mais adequada? Posso fundamentar o treinamento nas chamadas técnicas de imitação (Crystal e outros, 1983), segundo os quais se requer a repetição por parte da criança do modelo do terapeuta.

Em base a considerações anteriores sobre o uso da memória episódica em sujeitos ecolálicos, o uso de esta técnica seria completamente contraproducente. Em minha experiência clinica constatei que mesmo sendo provável que a criança conheça e discrimine cada elemento isolado da oração o fato de que lhe proporcionemos uma frase como input determina sua armazenagem global em forma de eco sem descodificação semântica.

Posso usar também as denominadas técnicas de incrementação ou indução (Crystal e outros, 1983), nas que o terapeuta pede a criança que complete ou repita inteira uma oração começada por ele.

Segundo nosso ponto de vista esta técnica pode ser útil só como modelo de indução a primeira palavra da frase, sempre que se exija uma repetição, não terminação, e se emprega em combinação com outras técnicas.

Uma alternativa mais útil para o treinamento sintático de crianças ecolálicas são as denominadas técnicas de substituição (Crystal e outros, 1983). Consiste na apresentação de uma oração estimulo para que a criança repita substituindo um ou mais elementos.

Conclusões

O descobrimento de uma diversidade de inter-relações entre a ecolalia e o desenvolvimento linguístico e comunicativo determinaram um revisão dos modelos teóricos sobre a natureza da ecolalia, que já não pode ser considerada como uma patologia em si mesma , mas como o resultado de uma inter-relação de vários fatores ( modelo multifatorial).

Com base ao anterior será necessário programar o tratamento da ecolalia em base ao nível linguístico e comunicativo da criança e marcar dita programação dentro do programa de tratamento da linguagem e comunicação.

Deveremos adaptar os modelos curriculares existentes às particularidades dos sujeitos ecolálicos de tal forma que incrementaremos as habilidades do sujeito para segmentar a fala em suas constituintes, identificar e diferenciar as palavras conteudistas (nomes , verbos etc.) e abstrair estruturas sintáticas.


Fonte: selmamcarvalho.blogspot.com.br


Máscaras


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Somos melhores pais agora?



Somos melhores pais agora?
Somos melhores pessoas, em geral. Tenho fé na humanidade. Acredito que a maioria das pessoas tem coisas muito boas para dar, e a evolução em relação ao bem-estar, aos direitos humanos, às desigualdades, tem evoluído muito. Não é preciso recuarmos séculos. Em 1900 a média de vida em Portugal era de 40 anos. Havia bolo nos dias de festa e no resto do tempo era pão seco.



Vivemos no terror de sermos maus pais, mas nunca se falou tanto em parentalidade nem as pessoas se preocuparam tanto com isso…
Sim, às vezes até demais… (risos) Andamos demasiado preocupados com a nossa ‘performance’ enquanto pais e pelo caminho perdemos espontaneidade, naturalidade e bom senso, que são qualidades muitíssimo importantes. A naturalidade significa não andarmos sempre a pensar no que estamos a fazer ou no que o médico manda.
Quando as pessoas me dizem ‘Eu sigo-o’ dá-me sempre vontade de dizer ‘Não faça isso, que eu não sou um pregador evangélico!’. A espontaneidade é deixar as coisas correr e não ter obrigação de sermos pais ou mães iguais todos os dias. O bom senso é aquilo que nos rege sem regras nem obrigações.


Por que é que temos tanto medo de sermos maus pais?
Porque somos inseguros e estamos sempre preocupados com aquilo que os outros acham de nós. E muitas vezes essa censura social não existe. Às vezes pensamos ‘os outros vão achar que...’ e os outros não acham nada. São mecanismos projetivos: pomos na cabeça dos outros o que se passa na nossa. Outra das razões é por que a ciência nos ensinou que o que nós somos hoje radica na infância. Dantes, antes dos 18 anos a criança andava às ordens dos outros e não havia a noção de uma criança triste ou deprimida. Se estava triste era porque não tinha nada que fazer. Hoje sabemos que as crianças têm emoções e sentimentos, e que o ser humano se constrói desde que nasce.

 

E nós temos medo de os estragar para sempre e que a culpa seja nossa…
Sim, sim. Às vezes isso para nós, portugueses, também é um sentimento de autoflagelação e culpa, são muitos anos de moral judaico-cristã.


Para que serve a culpa?
Serve para nos redimir de algumas ações. Se eu der uma bofetada ao meu filho e achar que fui injusto, pergunto-me se, de cada vez que olhar para ele, não vou sentir-me mal. A necessidade de reparação é muito importante. É fundamental, quando se é injusto, perceber por que é que exageramos. Nós ainda temos muito a ideia de poder para com as crianças. Como não podemos bater no chefe, ralhamos ao filho. Quando uma pessoa sente que foi injustiçada, arranja um bode expiatório. E não podendo bater no S. Pedro, no governo ou no chefe, mantemos uma raiva latente que nos faz ter de mandar em alguém. E esses poderzinhos são aplicados em quem é mais frágil e mais desprotegido.


Confundimos poder com autoridade?
E autoridade com autoritarismo. Numa família, há um triângulo pai-mãe-filho, em que o filho ocupa o vértice inferior. E qualquer inversão deste esquema dá asneira. Agora, o ter de haver esta hierarquia não quer dizer que a amizade e a compreensão não dominem. Mas há de facto uma autoridade, que não se baseia no autoritarismo. Pais e filhos devem ser educados, saber argumentar, saber escutar e chegar a um consenso. Mas se não se conseguir um consenso, quem tem a última palavra são os pais.


Dê-me um exemplo de um bom castigo e de um mau castigo...
Um bom castigo é justo, equilibrado, e visa o comportamento e não a pessoa. O mau castigo é o contrário disto: pretende valorizar o castigador em vez de ensinar o castigado, e acima de tudo humilha a pessoa em vez de corrigir o comportamento. Por isso é que eu insisto muito que, antes de um castigo, devemos sempre dizer à criança ‘Eu amo-te muito’. Porque assim lhe dizemos duas coisas: não está aqui em causa o meu amor por ti e faço isto porque te amo. Ou seja, temos de passar à criança que o amor por ela nunca está em causa, apesar de eu poder estar zangado naquela altura. Porque a criança é literal, acha que vai ser deitada fora, como acontece quando não queremos qualquer coisa. O castigo deve ser acima de tudo pedagógico. Deve explicar-se o que a criança fez mal, não descarregar a nossa fúria.


Como dantes se davam reguadas na escola, na esperança de que por milagre a criança de repente ‘se lembrasse’ do que não sabia…
(risos) Totalmente. É um exemplo de um castigo absurdo. Felizmente que isso já passou. Mas repare que o que se passa com as crianças passa-se com qualquer um de nós. Se o seu chefe lhe disser ‘Olhe, ó Catarina, neste seu artigo há aqui umas coisas que gostaria que abordasse com mais pormenor, veja lá se eu não tenho razão, você faz isso tão bem”, você vai-se embora toda motivada para emendar o artigo. Agora se eu lhe disser ‘Este seu texto está uma verdadeira porcaria, você acha que eu vou publicar essa porcaria?’, isso só vai gerar ressentimento.


Mas já estamos a educar melhor, não?
Sem dúvida. Houve uma mudança geracional muito grande e muitíssimo repentina, que apanhou a era da internet e a evolução da ciência. As mudanças de paradigma nestes 20 anos foram uma explosão brutal, e é normal que por vezes se ande um bocado confuso com tudo o que nos chega.


O que é que estamos a fazer mal e a fazer bem?
De bem, aprendemos a valorizar as crianças, a estimular a autonomia, o esforço, o rigor (isto quando os miúdos não são abebezados). O que se faz de mau corresponde a um grande paradoxo na nossa sociedade: por um lado, infantiliza-se muito as crianças, por outro, dá-se-lhes um estatuto de ‘crescido’ e de opinativo que não condiz. Mas o pior, para mim, é o stresse diário em que mergulhamos os nossos filhos.


As crianças estão a ter cada vez mais uma vida muito parecida com a nossa, não é? Chama-lhe ‘vida mais-do-mesmo’: levanta, vai à escola, volta, banho, tpcs, cama…
Há duas coisas terríveis: eles trabalham demais na escola e submetemo-los a deslocações enormes. Um estudo provou que se uma pessoa for a caminhar o cérebro vai registando e descodificando as imagens à sua volta. Mas se for à velocidade de um automóvel, as imagens passam tão depressa que fazem o mesmo efeito de uma lâmpada a piscar, e essas imagens são lixo que ocupa o cérebro. A criança quando chega à escola já vai cheia de informação que não é nada. Tudo o que tem na cabeça são vertigens sem sentido, e este ‘lixo informativo’ é altamente stressante e tóxico porque o cérebro tem de se esforçar para perceber onde é que o vai ‘arrumar’… É por isso que muitas crianças chegam estoiradas ao meio da manhã. E depois os pais queixam-se de que elas estão desatentas. Elas não estão desatentas. Elas estão entupidas de informação inútil.


Como se quebra o ciclo do cansaço?
Além de se tentar que as crianças durmam mais e melhor (já agora, repare que investimos balúrdios num carro e ninguém investe num bom colchão) temos de perceber que nós não podemos ter tudo. Estamos habituados a ter o mundo na ponta dos dedos, e o acesso à informação imediata dá-nos uma sensação de omnipotência, de que podemos saber tudo e dominar tudo e ter tudo. Mas não podemos. Portanto, há que fazer concessões e escolhas.


E o que é que podemos fazer?
Por exemplo, podemos organizar-nos num estilo de vida em que as crianças possam ir para a escola de transportes. A partir dos 11, 12 anos podem perfeitamente andar de transportes. Nós é que somos bombardeados todos os dias por medos absurdos. Claro que o ideal é irem a pé para escola. Uma cidade é para se observar, para fruir. Os meus filhos sempre foram a pé. Mas eu dizia-lhes: ‘Se alguma vez vos apanhar a atravessar fora da passadeira, acaba-se logo isto.’ Não há autonomia sem responsabilidade.


O que acha da quantidade de TPCs que muitas crianças levam para casa?
Acho um perfeito disparate. Aceito alguns trabalhos, mas esta história de mais do mesmo é um atestado de menoridade à escola, que não soube ensinar-lhes o que eles precisavam de saber durante o tempo de aulas. Os pais devem proteger as crianças, e se necessário escrever ao professor: ‘O Manel hoje não teve tempo de fazer os TPCs’.


Mas os pais têm medo de que as crianças fiquem para trás…
Ai mas têm de deixar de ter tanto medo de tudo. Temos de ter uma voz mais ativa na educação das crianças. E são esses medos, mais do que o desinteresse, que desapoiam a criança. Devíamos ter associações de pais mais participativas.

Fazia os TPCs com os seus filhos?
Não os fazia com eles, mas sempre estive disponível para fazer revisões ou para tirar dúvidas. Eles sempre andaram e andam numa escola pública, e só tinham trabalhos aos fins de semana, o que eu apoiava. O que eu fazia era revisões antes dos testes. Mas fazer os TPCs com eles, nem pensar. As crianças têm de ser responsáveis pelo que têm de fazer, e os pais têm de estar disponíveis para uma dúvida ou outra, ou por exemplo para ensinar a investigar no Google.


Muitas pessoas querem filhos-troféu?
Querem um filho como um processo narcísico. Em vez de ‘que lindo filho que eu tenho’, pensam ‘que lindo pai que eu sou, que tenho um filho tão lindo’ (risos). Há pessoas que planeiam um filho como parte das ‘coisas’ que querem: uma casa, uma carreira, um carro, um emprego, um filho. Ora isto são domínios completamente diferentes em termos de realização. Um filho não é um bem, como um frigorífico, um filho dá trabalho, e as pessoas têm de se capacitar disso. Temos é de arranjar um equilíbrio entre as ‘peças’ do puzzle da nossa vida. Tanto é mau aquelas pessoas que acham que podem continuar a fazer tudo o que faziam quando não tinham um bebé, como as que se me vêm queixar: ‘Nunca mais fui ao cinema desde que o João nasceu.’ Isso é ser um bom pai ou mãe? Não, não é.


E depois o casamento ressente-se?
Claro. Porque deixamos de ser o Zé e a Maria e passamos a ser o pai e a mãe do João. E a relação conjugal não é a relação parental. Na relação conjugal, os filhos não devem entrar. Mas quando o INE nos diz que mais de metade das mães só terão um filho, as mães agarram-se àquele ser e infantilizam-no para lá do natural.


Por que é que gostamos tanto de manter os filhos bebés?
Porque as mães são o pólo regressivo e os pais o pólo de crescimento. Quando trabalhamos, por exemplo, estamos numa postura de crescimento. Em casa, estamos em ‘regressão’, relaxamos. As mães representam a segurança e proteção, os pais, o desenvolvimento e a progressão, o que não significa que muitas vezes as mães não façam de pais e vice-versa. Por isso, quando um filho cresce, dirige-se para o pai. E a mãe sente isso como uma traição. ‘Olha aquele agora só quer o pai’. Antigamente, quando a criança se dirigia para o pai, a mãe já tinha outro bebé na barriga. Hoje, isso deixa um grande vazio na mãe. E num país com uma das mais baixas taxa de natalidade do mundo, isto é dramático.


E depois culpabilizamo-nos por passarmos pouco tempo com eles…
E comparamo-nos com uma utopia que nunca existiu. Dizemos que as nossas mães passavam mais tempo em casa, mas as portuguesas sempre trabalharam imenso. Elas trabalhavam, tinham vida social, tinham hobbies, só que era tudo feito de modo contínuo. Um bocadinho com os filhos, depois apanhar couves, depois ir à loja, eram ‘bocadinhos’, o que dava uma sensação de continuidade. Não se vivia em ‘blocos’ de 8 horas. Mas a vida mudou radicalmente em pouquíssimo tempo. Tudo estava próximo, mesmo dentro das cidades a vida organizava-se em ‘aldeias’. Hoje isso perdeu-se.


O que podemos fazer?
Aproveitar as férias e os fins de semana para sair do esquema quotidiano, por exemplo. Deixar esse exibicionismo dos automóveis e das roupas e preocuparmo-nos mais com o que é verdadeiramente importante, porque não é isso que nos faz felizes. Mesmo as crianças já valorizam muito as coisas não pelo seu valor em si, mas pelo que custaram. Isto é espantoso! É mesmo isto que queremos passar-lhes? A cultura das marcas? Podíamos conversar mais com eles, discutir ideias e valores, coisa que não estão nada habituados a fazer.



Eles hoje é mais ecrãs?
Eles e nós. A ideia da tecnologia é poupar-nos esforços e libertar-nos. Mas não nos devia libertar para mais do mesmo! Devíamos usar esse tempo que ganhámos para qualquer coisa mais humana, ir passear, conversar, ir a uma esplanada, estar olhos nos olhos. Ou seja, devíamos pensar de vez em quando no que é que queremos da vida e no que pretendemos dos próximos anos. E o que é que podemos fazer para lá chegar. De certeza que haverá uma ou mais coisas que podemos mudar. E ter essa coragem de mudar. Temos muito medo da mudança. Às vezes vejo pais aflitíssimos porque a Rita vai mudar de escola e vai ter professores novos e colegas novos e ai ai ai. Mas qual é o problema? Mudar é saudável, cria-nos aptidões novas. Traz pessoas novas às nossas vidas, em vez de passarmos anos a fio no mesmo sítio, todos iguais uns aos outros e a debitar as mesmas banalidades. Isto é um desperdício da condição humana.

 http://activa.sapo.pt/criancas/2016-01-25-Entrevista-ao-pediatra-Mario-Cordeiro-Os-pais-tem-que-deixar-de-ter-tanto-medo-de-tudo

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Crianças que vão mais tarde para a escola são menos hiperativas





Um novo estudo demonstra que atrasar um ano a entrada para a escola torna as crianças mais atentas e controladas
A idade em que as crianças devem começar o jardim-de-infância ou a escola primária tem sido assunto de debate junto da comunidade científica que estuda o desenvolvimento das crianças. Agora, uma investigação da universidade norte-americana de Stanford vem mostrar que atrasar um ano a entrada das crianças para a escola pode ajudá-las a ser menos hiperativas e desatentas, e a terem mais autocontrolo.
O estudo da universidade de Stanford, publicado em outubro na revista científica do National Bureau of Economic Research, olhou para o caso de crianças dinamarquesas. O estudo demonstrou que as crianças que começavam a escola um ano mais tarde mostravam níveis inferiores de hiperatividade e eram mais concentradas, efeitos que se mantinham não apenas durante o primeiro ano de escola mas até pelo menos os onze anos de idade".
"Descobrimos que atrasar a entrada na escola por um ano reduzia a desatenção e a hiperatividade em 73 por cento para uma criança 'média', aos 11 anos", disse o principal autor do estudo, Thomas Dee, num comunicado da universidade de Stanford. "Ficava praticamente eliminada a probabilidade de uma queria 'média' nessa idade tivesse um nível anormal, ou mais alto do que o normal, de comportamentos hiperativos ou desatentos".
A investigação de Thomas Dee, feita em colaboração com o investigador dinamarquês Hans Henrik Sievertsen, demonstrou também uma ligação entre níveis mais baixos de hiperatividade e desatenção e melhores resultados escolares. As crianças com uma maior capacidade de controlar os seus impulsos e manter-se atentas tinham melhores notas.

Impossivel?



Freud dizia que educar era uma das três tarefas impossíveis (ao lado de governar e psicanalisar). Certamente ainda há outras, mas de fato as pesquisas em psicogenética indicam que a educação é decisiva na formação da personalidade e dos hábitos. A partir de questões práticas e cenas do cotidiano, este curso vai abordar temas fundamentais da educação, tais como: dar valores e limites, alcance da educação frente às tendências inatas, influência da educação na saúde psíquica do adulto etc. Mais do que municiar os pais a educar por meio de medidas corretivas, a meta é ajudá-los a formular um projeto de educação preventiva que leve em conta os valores culturais e familiares e o temperamento e as necessidades dos filhos.

Os filhos são...


Educar é...


O exemplo vem do lar


Ensinar e educar


Os pais tiranos e as crianças de hoje.

 
 
 
Os pais tiranos e as crianças de hoje. Dizem "Não "e mantêm esta atitude sempre que a consideram adequada.
 
 
Revisão científica: Dra. Cláudia Madeira, psicóloga clínica
Revista Mãe Ideal
Educar uma criança é um dever que cumpre aos pais e educadores. Todavia, durante os primeiros anos, a educação da criança depende prioritariamente dos seus progenitores.
Todos os pais querem oferecer a melhor educação aos seus filhos mas, o seu resultado geralmente só se verificará anos mais tarde. E seja qual for o resultado, será difícil invertê-lo pois ele é o produto da educação que os pais ofereceram à criança desde os primeiros dias, acrescentando todas as outras figuras de vinculação que a criança vai recebendo ao longo do seu desenvolvimento.
Discute-se muito hoje em dia sobre as diversas formas e métodos de educar uma criança. Fazem-se fóruns, mesas redondas...
Será que os pais de hoje educam melhor os seus filhos?
Será que a criança deve ditar as suas próprias regras?
Será que os pais de outrora eram autênticos tiranos?
Nem oito nem oitenta
A sociedade muda ao longo dos tempos e é comum ouvir dizer "no meu tempo não era assim". Todos fomos crianças, todos fizemos diabruras e todos ou quase todos nós, apanhámos uma palmada ou mais no decorrer da nossa infância. Uns mais do que outros, menos na nossa geração do que na dos nossos pais... Todos fomos contrariados, todos sofremos algum castigo, ou vários...
Os pais de hoje não têm os comportamentos de outrora e tentam dar uma melhor educação do que a que receberam, ou então, poderá efectivamente acontecer que repliquem esta mesma educação para com os seus filhos. Tentam dar tudo o que não tiveram em crianças e raramente contrariam os filhos. Por vezes, também pode acontecer que mantenham exactamente as mesmas exigências.
Deixam-nos fazer o que querem, quer para não se sujeitarem a uma birra quer para que as crianças não fiquem, futuramente, traumatizadas.
Mesmo que ao primeiro pedido de uma criança, digam NÃO, geralmente perante a sua insistência são incapazes de o manter. Assim, passo a passo, muito paulatinamente as crianças decidem a sua vida e, muitas vezes a dos seus progenitores. Podemos correr o risco de dizer… que permitimos muitas vezes que as crianças cresçam sem regras, ou então… com as suas, e que regras interiorizadas têm as nossas crianças?
Uma bomba relógio
Até há uns anos, as crianças brincavam na rua, andavam de bicicleta, jogavam ao arco, jogavam à bola e ao berlinde, andavam nos carrinhos de esferas e, com tudo isto, diluíam a sua agressividade nas pequenas brigas de rua e no esforço que faziam nas variadas competições.
Hoje em dia, as crianças não têm oportunidade de gastar as suas energias e vão acumulando...Vêem televisão, estão no computador, jogam videojogos... Acumulam energias...
Um dia, têm como reserva uma pequena "bomba relógio" que despoleta há mais pequena oportunidade.
É geralmente nos estabelecimentos de ensino quando abandonam a sua postura de descanso, pois estão habituados a estar durante horas a combater "o mal e o bem" num jogo electrónico, onde não gastaram quaisquer energias, que à primeira contrariedade a bomba explode.
Assim, iniciam a primeira round de agressividade com aqueles mais pequenos e indefesos, que muitas vezes, só com a sua estatura amedrontam.
Um novo jogo - ao vivo - que muitas vezes lhes dá maior prazer que os jogos electrónicos. São jogos a sério, os adversários choram, suplicam e têm atitudes diferentes. Muito diferentes das opções electrónicas. Ao repetir o jogo, este é sempre diferente.
Porquê a violência na escola?
As crianças não andam sozinhas na rua. Vão geralmente de casa para a escola acompanhadas pelos pais ou nas carrinhas do colégio e, nestes percursos, não têm oportunidade de dar largas às suas energias reprimidas.
A escola é o escape! O recreio a oportunidade para darem largas à energia explosiva que acumularam!
No recreio, muitas vezes mal vigiadas, vêem a oportunidade para iniciarem os seus primeiros jogos de risco. Existem sempre crianças mais frágeis e aí começam as suas primeiras experiências na arte de magoar.
E, se antigamente os educadores podiam tomar algumas medidas mais severas, hoje vêem-se coarctados pela legislação em vigor e, pelos pais, que ao contrário de antigamente, delegavam nos educadores, durante o período escolar, a condução da educação dos seus filhos.
Não há maus educadores nem crianças más, há sim, limites que se devem respeitar.
Os pais têm de educar os filhos impondo-lhes limites desde tenra idade - de pequenino se torce o pepino - e devem permitir aos educadores que também os ponham sempre que necessário.
Bulling
Sempre existiu, muito embora sob a capa de simples agressividade infantil. Hoje, devido aos vastos estudos de psicologia, conhecem-se melhor as causas que o provocam e os sintomas das vítimas. As crianças gostam de se evidenciar perante os seus pares e o Bulling é uma oportunidade de o fazerem através da humilhação dos seus pares mais fracos.
Bater para se mostrar o mais forte, humilhar, escravizar, divertir-se à custa de um outro, pode significar para a criança que pratica estas acções que é um ser superior perante os seus parceiros.
Divertir-se à custa de outro que é mais gordinho e apelidá-lo de - o gorducho ou o bolinha - chamar caixa de óculos ou cegueta a uma criança que usa óculos, são formas suaves de bulling, que os pais e educadores não devem permitir para que não se transformem em outras mais violentas.
A maior parte dos adultos de hoje sofreram pressões em crianças da parte dos seus colegas, todavia, na escola e em casa, os educadores desmistificavam este tipo de situações ou não as permitiam e, quando a situação se tornava grave, não era raro que os pais interviessem, falando com as próprias crianças causadoras destas acções ou com os professores. A situação era geralmente resolvida e a criança em causa severamente castigada, não tentando repetir a graça. Hoje, dada a conjuntura presente, os agressores só tardiamente e raramente são castigados.
Nestes casos, a atenção dos pais é importante. Quando uma criança não quer ir para a escola, apresenta alterações no ritmo de sono ou distúrbios alimentares, os pais devem tentar saber se algo está a acontecer. Podem também demonstrar isolamento, baixos níveis de auto estima ou sintomatologia depressiva. Poderão inclusivamente adoptar comportamentos agressivos para com os progenitores. Devem questionar os educadores ou os amiguinhos mais chegados.
Geralmente, as crianças têm sempre amiguinhos que conhecem a situação e é mais fácil que eles a relatem do que o próprio.
Conselhos
- O dizer NÃO ao seu filho vai fazê-lo perceber que há limites.
- Ao manter o NÃO ele entenderá que é você que decide.
- Incentive o seu filho a praticar desporto. Uma modalidade desportiva vai permitir-lhe o gasto de energias e a libertação da agressividade.
- Não permita que o seu filho tenha videojogos de carácter violento.
- Ensine o seu filho a ajudar os mais fracos.

Impor limites não é ser um pai/mãe tirano. Dizer não, não significa tirar colo
O bulling sempre existiu. As crianças de hoje não são diferentes, os modelos educativos é que se alteraram

Arte com os pezinhos



Coração feito de rosas de PAPEL


bolsinhas em EVA


Porta Retrato em EVA com Molde

 

 

Materiais Necessários

  • EVA nas cores: azul, amarelo, preto, pele, marrom e branco com glitter
  • Caneta ou lápis para riscar
  • Tesoura
  • Estilete
  • Cola quente ou cola para EVA
  • Caneta para retroprojetor
  • Cola tridimensional
  • Blush para as bochechas dos bonecos

Passo a Passo

1 – Use o molde para riscar no EVA todas as partes que iremos utilizar para fazer o porta retrato de formandos.recorte o eva
2 – Recorte todas as partes que você riscou. cole as bordas do porta retarto
3 – Para montar o porta retrato passe uma linha de cola rente à borda inferior do retângulo posicionado na horizontal. Em seguida, cole uma tira que será a primeira parte da moldura.
4- Depois, repita esse mesmo processo na lateral esquerda, lembrando de aplicar mais cola no encontro das duas faixas de EVA. cole as bordas no porta retrato
5 – Cole a tira superior assim como foi feito com as anteriores.
6 – Agora pegue a última tira de EVA, a que ficará à direita, e cole a ponta superior sobre a moldura de cima e a outra ponta sobre a moldura de baixo.
deixe uma abertura em uma das laterais
Faça como mostrado acima, cole a última tira deixando a abertura central para colocar a foto. suporte do porta retrato
7 – Para fazer o suporte do porta retrato recorte um retângulo e faça duas abas quadradas usando o estilete. Deixe mais ou menos um dedo de EVA no centro e nas laterais.
base do porta retratos de eva8 – Escolha se deseja um porta retrato na horizontal ou na vertical. Em seguida, cole o centro do suporte no fundo do porta retrato já na posição desejada.
9- Em seguida, cole no porta retrato as pontinhas da aba do suporte, formando uma curva que fará a sustentação. Nesse passo você também pode usar ímãs.
cole o chapéu de formatura
10 – Agora monte os personagens que enfeitarão a sua peça. Aqui o tema é formandos, mas fique à vontade para usar outros apliques. O blush pode ser usado para dar um rosado às bochechas dos personagens, sejam eles bonecos ou bichinhos
formandos de eva
11 – Faça então os olhinhos, a boquinha e o nariz dos bonecos com a caneta permanente, e os demais detalhes com tinta tridimensional.
12 – Para ficar ainda mais bonito, cole cada boneco pronto sobre um círculo de EVA.
porta retrato em EVA finalizado
13 – Agora é só colar o personagem no porta retrato e presentear alguém especial.

Anjinhos em EVA

Anjinhos em EVA para Decoração e Lembrancinha de Batizado

Como Fazer Anjinhos em EVA

Veja abaixo todos os materiais que iremos precisar, e não se esqueça de baixar o molde, disponível na lista de materiais.

Materiais Necessários

  • EVA nas cores: branco, bege, marrom escuro, rosa e azul claro
  • Tesoura
  • Palitos de madeira
  • Caneta para retroprojetor
  • Fita de organza
  • Cola quente ou cola para EVA
  • Cola tridimensional ou tinta para artesanato branca
  • Molde

Passo a Passo

anjinhos-em-eva-para-batizado-partes
1 – Risque o molde nas folhas de EVA de cores correspondentes. Na foto acima você consegue ver qual cor de EVA foi usada em cada parte do anjinho.

coloque-as- mangas-sobre-a base-da- roupa
2 – O segundo passo é colar as mangas sobre a base da roupinha.

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3 – No terceiro passo você deve colar as mãos e a gola da roupinha.

016
4 – Agora cole o cabelinho sobre o círculo.

cole-as-asas-no-anjinho-de-eva
5 – Em seguida, cole a cabeça no início da gola branca.
6 – Agora cole as asas atrás da roupinha do anjinho.

marque-o-contorno-do-anjinho
7 – Agora que todas as peças já estão montadas, coloque o anjinho sobre o EVA e tire um molde deixando cerca de 1 cm de sobra.

cole-o-anjinho-e-o-fundo-no-palito
8 – Recorte o EVA de acordo com a marcação que você fez. Reserve.
9 – Cole um palito de madeira no verso do anjinho.
10 – Pegue o EVA que estava reservado e cole-o do atrás do anjinho e do palito para fazer o acabamento.

faça-o-rostinho-com-a-caneta
11 – Desenhe os detalhes do rostinho com a caneta para retroprojetor.
lembrancinhas-de-batizado-em-eva


12 – Faça os detalhes do rostinho com tinta branca e blush; use alguns lacinhos de fita para enfeitar e dar aquele charme especial.



Conchas